Panorâmica Gráfica celebra 25 anos de trajetória artística de Gerson Ipirajá e Silvano Tomaz

13 de agosto de 2019

Abertura de Panorâmica Gráfica

Foi inaugurada no dia 3 de agosto a exposição “Panorâmica Gráfica: 25 anos de atividades“, celebrativa dos 25 anos de carreira artística dos gravadores cearenses Gerson Ipirajá e Silvano Tomaz. A solenidade contou com a presença de numeroso público, entre familiares, amigos e muitos artistas.

A mostra, com 79 obras de diferentes momentos da história dos dois gravadores, apresenta uma visão ampla acerca dos temas e técnicas utilizados, com destaque para a xilogravura, linoleogravura e litogravura. Gerson Ipirajá mergulha no universo sígnico afro-indígena, desvelando em sua obra diferentes camadas de sentido ligadas à ancestralidade e à força do simbólico na imaginação do novo. Já Silvano Tomaz faz uma imersão na psique humana, construindo representações marcantes acerca das complexidades da mente humana em diálogo com o contemporâneo e os dilemas que perpassam a humanidade no tempo presente.

A diretora do Mauc, museóloga Graciele Siqueira, destaca que há muito tempo que os dois artistas nutrem uma relação de afeto com o museu e que, além disso, as suas produções dialogam profundamente com o acervo da instituição, que possui uma das mais importantes coleções de xilogravura e cultura popular do país.

Gerson Ipirajá afirma que “estar aqui no MAUC sempre foi uma grande meta na minha carreira como, acredito eu, que na carreira de qualquer artista. É um espaço que bole com o imaginário da gente!”. Para ele, a exposição marca um momento muito especial em sua carreira e comemorar este marco na UFC faz da mostra ainda mais significativa. Já Silvano Tomaz enfatizou que expor no museu era um “sonho” e que a mostra celebra em grande estilo a sua trajetória e de Gérson.

Da esq. pra dir.: Gérson Ipirajá, , Graciele Siqueira e Silvano Tomaz

Assinando o texto de apresentação da exposição, o artista e professor Eduardo Eloy, de quem Ipirajá e Tomaz foram alunos, analisa que a inserção e atuação dos artistas na gravura em muito se deve aos esforços realizados desde os anos 1980 no trabalho de formação e divulgação da gravura cearense. O professor destacou a importância da Oficina de Gravura do MAUC, fundada por ele em 1980, bem como a do Centro Dragão do Mar, que possibilitou a revelação de inúmeros novos talentos nas artes visuais cearenses, entre os quais destacam-se os gravadores Gérson e Silvano. Outro aspecto evidenciado por Eloy é a atuação da dupla na coordenação do Ateliê Livre de Gravura da Escola de Artes e Ofícios Tomaz Pompeu Sobrinho, no qual compartilham um mesmo local de produção e um projeto formativo de difusão de conhecimentos técnicos e artísticos.

 

 

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