20 de novembro: a importância da arte negra no Museu de Arte da UFC

20 de novembro de 2019

Hoje, 20 de novembro, celebramos no Brasil o Dia da Consciência Negra. É um marco para a reflexão, mobilização e engajamento na luta antirracista e de valorização da história e da cultura afro-brasileiras. As artes, no Brasil e no Ceará, são profundamente marcadas pelas contribuições imprescindíveis de artistas negras(os), dentre os quais destacamos alguns nomes que estão no acervo do MAUC e que foram fundamentais em nossa história: Antônio Bandeira, Chico da Silva, Descartes Gadelha, Emanoel Araújo, Agnaldo dos Santos, Digeórgea, Mestre Noza, Joaquim Mulato, João Pedro do Juazeiro, dentre outras e outros.

Emanoel Araújo, natural de Santo Amaro da Purificação, no recôncavo da Bahia, é pintor, escultor, gravador, museólogo e gestor cultural. Foi diretor da Pinacoteca de São Paulo e é diretor-fundador do Museu Afro-Brasil. Um dos nomes mais significativos na arte e curadoria do Brasil, destaca-se por sua atuação constante em prol da valorização da arte e dos artistas afro-brasileiros(as). Título da obra: “Mulher deitada sobre travesseiro de renda” (1966), xilogravura.

Digeórgea Gadelha, artista plástica natural de Fortaleza, irmã do também artista Descartes Gadelha. Título da obra: “Libertação” (1984), xilogravura.

Rubem Valentim, referência no construtivismo brasileiro e que possui uma trajetória profundamente ligada às religiões afro-brasileiras e seus símbolos, reinventados em suas gravuras, esculturas e outras produções. Título das obras: “Alfabeto kitônico”, (1989).

Que possamos neste dia refletir sobre a importante presença negra na formação social, econômica e cultural do Brasil e também sobre a necessidade de combater, diariamente, o racismo e a desigualdade que ainda, infelizmente, persistem em nossa sociedade. A arte, nesse sentido, pode e deve ser uma das instâncias de superação de tantos descompassos e constituir a base para diálogos e aprendizados que valorizem a dignidade humana, especialmente de grupos historicamente marginalizados.

Não deixe de visitar o MAUC e conhecer mais sobre estes importantes artistas, bem como visitar a exposição “Grande Veleiro: Arthur Bispo do Rosário” e participar das atividades que ocorrerão na próxima semana, dentre elas uma roda de conversa sobre filosofia africana e ancestralidade e outra sobre arte, psicologia e racismo.