Exposições Atuais

O Mauc tem como espaços reservados à exposição nove ambientes destinados a exposições de longa duração e exposições de média e curta duração (temporárias).
O atual circuito de longa duração está distribuído na Sala Cultura Popular (coletiva), nas salas individuais dos artistas Chico da Silva, Antonio Bandeira, Descartes Gadelha, Aldemir Martins e Raimundo Cela e também no painel “Jangadas”, de Zenon Barreto, localizado na área externa do Mauc.
As salas encontram-se organizadas e estruturadas, apresentando ao público os núcleos principais das coleções do Museu.
Observação: As salas Os Fundadores, Arte Cearense e Arte Estrangeira, que integram o circuito de longa duração, estão temporariamente desmontadas.
CIRCUITO DE CURTA DURAÇÃO (EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS)
Hélio Rôla 90 Anos

Hélio Rôla comemora seus 50 anos de atuação nas artes visuais, os 90 anos de idade e os 65 anos do Museu de Arte da UFC | Foto: Flávia Muluc
A mostra Hélio Rôla 90 anos integra as comemorações pelos 65 anos do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará. A exposição se dedica à celebração da vida e da obra deste importante nome das artes visuais cearenses, comemorando também o nonagésimo aniversário do artista Hélio Rôla e seus mais de 50 anos de atuação no campo das artes visuais, reunindo obras e percursos que revelam uma trajetória marcada pela experimentação, pela liberdade criativa e pelo diálogo permanente entre arte, ciência, educação e pensamento crítico.
Com curadoria de Flávia Muluc e Ricardo Resende – a assistência curatorial é de Jorge Silvestre -, a exposição propõe um olhar sobre a produção múltipla de Hélio Rôla, que construiu uma obra atravessada por diferentes linguagens, materiais e inquietações, transitando por pintura, desenho, xilogravura, arte postal, murais, assemblages e outras formas de experimentação visual.
“Celebrar os 90 anos de Hélio Rôla é reconhecer um percurso que escapa à ideia de trajetória linear. Sua obra se constrói como uma rede viva de experiências, articulando arte, ciência, educação, natureza, política e convivência. Movido pela curiosidade e pelo humor, Hélio faz da criação um modo poético e crítico de olhar o mundo e de se relacionar com as pessoas e com a cidade”, destaca a curadora Flávia Muluc.

Visitantes podem conhecer as cores, invenções e sensibilidades de Hélio Rôla a partir do dia 11 de julho
Ao longo da extensa carreira, Hélio Rôla participou de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, com passagens por Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, além de Paris, Alemanha, Argentina, Equador, Bolívia, México e Estados Unidos. Foi integrante do Grupo Tauape, ligado à retomada da xilogravura cearense, e do Grupo Aranha, conhecido por ações coletivas e intervenções urbanas, especialmente na Praia de Iracema.
Sua obra se distingue pela capacidade de aproximar rigor formal e invenção, pensamento científico e sensibilidade poética, memória pessoal e experimentação pública. Em sua produção, arte e ciência não aparecem como campos separados, mas como modos complementares de investigar o mundo, suas formas, relações e transformações. “Sempre enxerguei a arte como um espaço de liberdade, curiosidade e descoberta. Espero que esta exposição também desperte essa vontade de olhar o mundo com inquietação e sensibilidade.”, afirma Hélio Rôla.
Curadoria: Flávia Muluc e Ricardo Resende
Assistência curatorial: Jorge Silvestre
Projeto gráfico: Samuel Tomé
Período de exposição: 11 de julho a 23 de outubro de 2026
[+ Conteúdo | Boletim Mauc #21 – Percursos
ORIGEM
A exposição ORIGEM vem reunir no Museu de Arte da UFC (Mauc), a partir do sábado (11 de julho), às 10h, diferentes gerações da arte cerâmica cearense, juntando artistas que ajudaram a consolidar essa linguagem e aquelas e aqueles que hoje expandem seus limites.
Ao todo, estarão em exposição cinquenta obras, apresentando narrativas, processos e percursos de 30 artistas: Ana Costalima, Annelise Grieser, Ascal, Baiano, Bárbara Banida, Bianca Misino, Camila Albuquerque, Cecília Bichucher, Côca, Efímia Meimaridou, Eliseu Jóca, Emília Porto, Gerson Ipirajá, Hélio Rôla, Ima Boim, Jacinta Cavalcante, Jeová Siebra, Júlio Jardim, Luce Galvão, Marcos Oriá, Marcos Serafim, Mariana Rôla, Nereide Figueiredo, Patrícia Limaverde, Roberto Galvão, Samya Magi, Sergei de Castro, Suzane Farias, Terry Araújo e Túlio Paracampos.
Para o curador Júlio Mesquita, “ORIGEM é uma celebração da continuidade do fazer cerâmico cearense, um território onde experiência e invenção caminham juntas, revelando que o futuro da arte só existe porque há uma origem que permanece viva”.
ORIGEM fica em cartaz no Museu de Arte da UFC até outubro.
Curadoria: Júlio Mesquita
Período de exposição: 11 de julho a 23 de outubro de 2026
CIRCUITO DE LONGA DURAÇÃO
Sala Cultura Popular
A Cultura Popular Nordestina está apresentada nesta sala através das esculturas em madeira, barro e cerâmica, assim como as matrizes e as estampas de xilogravuras. Neste espaço, destacamos Mestre Vitalino e seus discípulos; Mestre Noza, Chico Santeiro, Joaquim Mulato, Maria e Ciça do Barro Cru; as irmãs Cândido; e os velhos e novos xilogravuristas da região do Juazeiro.
Sala Chico da Silva
(Alto Tejo AC 1910 – Fortaleza CE 1985). Pintor, inicia desenhando a carvão e giz sobre muros e paredes no Pirambu. Descoberto na década de 40, pelo artista plástico suíço Jean Pierre Chabloz, inicia-se na técnica de pintura à guache. Entre 1961 e 1963, trabalha no MAUC. Nesta sala estão expostos os 12 quadros que participaram da Bienal de Veneza de 1966 e que receberam a Menção Honrosa.
Sala Aldemir Martins
(Aurora CE 1922 – São Paulo SP 2006). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. A sala conta com desenhos, litogravuras, serigrafias e pinturas representando os tipos nordestinos e figuras do imaginário nacional, a fauna e a flora, sobretudo galos, cangaceiros, rendeiras, gatos, flores e frutas em linhas sinuosas.
Sala Antonio Bandeira
(Fortaleza CE 1922 – Paris, França 1967). Pintor, desenhista, gravador. Inicia-se na pintura como autodidata, depois muda-se para o Rio de Janeiro e Paris. Esteve presente na exposição de inauguração do Mauc e em sua sala conta com pinturas, desenhos, guaches e gravuras abstracionistas.
Sala Raimundo Cela
(Sobral, Ceará, 1890 – Niterói, Rio de Janeiro, 1954). Pintor, gravador, professor de gravura em metal. Com formação em Ciências e Letras pelo Liceu do Ceará, muda-se em 1910 para o Rio de Janeiro. Estuda na Escola Nacional de Belas Artes e entre 1920 e 1922, viaja a Paris para aperfeiçoar-se. Suas obras retratam a paisagem e as figuras populares do Ceará.
Sala Descartes Gadelha
(Fortaleza, Ceará, 1943). Pintor, desenhista, escultor e músico. Expressionista, retrata em sua obra as temáticas sociais, culturais, religiosas e literárias da sociedade cearense. Apresenta através de desenhos, pinturas e esculturas a desigualdade social, a devoção fervorosa a São Francisco das Chagas e ao Padre Cícero; a formação do Arraial de Canudos sob a liderança de Antonio Conselheiro, o universo dos catadores do Jangurussu e os contos de Moreira Campos.
Funcionamento Mauc
De segunda a sexta-feira, exceto feriados: das 8h às 12h e das 13h às 17h (entrada até 15 minutos antes do encerramento)
Em sábados previamente divulgados: das 9h às 13h
Av. da Universidade, 2854 – Benfica
Aberto ao público | Entrada e estacionamento gratuitos
Observação: para a visita de grupos com mediação do Núcleo Educativo do Mauc, é necessário agendar através do formulário disponível no menu “Visitas Mediadas“.







