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Exposição 2006.09 – Caldeirão de Fé . Descartes Gadelha – 15/09/2006

             O desenhista, pintor e escultor cearense Descartes Gadelha passa a integrar, a partir do dia 15 de setembro, a prestigiada galeria dos homenageados com a Medalha do Mérito Cultural, concedida pela Universidade Federal do Ceará. A entrega coincide com a abertura da exposição Caldeirão da Fé. A partir dessa data, o Museu de Arte da UFC, o MAUC, passa a contar com uma sala permanente do artista e que abrigará as cerca de 200 obras doadas por ele a esta Universidade.

Nascido em Fortaleza, em 1943, Descartes Gadelha é um autodidata. E também um dos artistas mais completos desta terra. Mestre do desenho, da xilogravura, da pintura, da escultura e, acima de tudo, o observador arguto das coisas e das gentes do Nordeste. A UFC, guardiã desse patrimônio de valor imensurável, tem a chance de homenagear o artista e de perpassar, para os pôsteres, um pouco da arte de Gadelha, com extratos de exposições anteriores: Iracemas, Morenos e Cocacolas, Cicatrizes Submersas – uma contundente descrição da tragédia que representou Canudos, De Um Alguém para Outro Alguém, Catadores do Jangurussu e Canindé, Canaã Nordestina.

Gadelha trabalha como quem enfrenta a dura luta do cotidiano de peito aberto, sem medo de expor as feridas da sociedade. A sua obra resume a religiosidade, a cultura e os grandes problemas sociais do Nordeste brasileiro. Com a medalha, a exposição e, principalmente, a destinação de uma sala especial em homenagem a ele no Museu de Arte, a Universidade Federal do Ceará cumpre com uma das metas preconizadas pelo seu fundador, Martins Filho, também criador do MAUC, de alcançar o universal pelo regional. Ninguém melhor do que Descartes Gadelha para expressar o universo pelo regional.

René Barreira

Reitor da Universidade Federal do Ceará


Sala Descartes Gadelha

A Universidade Federal do Ceará, através do Instituto de Cultura e Arte-ICA e do Museu de Arte-MAUC, festeja o artista plástico cearense de renome nacional, Descartes Gadelha, na Noite Descartes Gadelha, quando apresenta a exposição Caldeirão de Fé, concede-lhe Medalha de Mérito Cultural e abre Sala Permanente com seu nome no MAUC para abrigar as peças doadas pelo artista a nosso museu. As marcas mais reconhecíveis de Descartes, além de sua comprovada generosidade, são a amadurecida excelência artística, o ostensivo destemor e a extrema sensibilidade aos deserdados do mundo.

A Côrte Celestial e a Ordem dos PenitentesDescartes não sofre medo de expor as feridas abertas de nossa sociedade: dos meninos de rua às meninas prostituídas; como não cansa de buscar as muitas faces da fé nordestina. Retornando ao tema religioso, já longamente lavrado nas séries Cicatrizes Submersas e Canindé: nossa Canaã, o artista constrói outro monumento de amor ao povo sertanejo de Deus, com a série Caldeirão de Fé. Os dois episódios históricos – Canudos e Caldeirão – separados no tempo por 40 anos, fundem-se e convivem na imaginação fremente de Descartes. Conselheiro e Beato José Lourenço irmanam-se quando o artista compõe um amplo painel do confronto entre a fé e a intolerância.

Angela Gutiérrez

Diretora do Instituto de Cultura e Arte da UFC – ICA

 

Visitas acompanhadas por Descartes Gadelha:

Estudantes da FACED – UFC

Tecnólogo em Artes Plásticas – CEFET – CE

Projeto Uniescola

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